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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Estréia no Gauchão... melhor impossível!!!!!

De fato essa não poderia ter sido uma melhor maneira de começar o Gauchão 2009. Não para o Grêmio que vem se preparando para a Libertadores, nem pro Inter/SM, que jogava em casa. Foi o melhor resultado pra mim. Santameriense, torcedor do Inter/SM... levado pelo pai à jogos com ingresso de um tijolo para construir parte da arquibancada, é dificil torcer contra esse time. Jogos memoráveis, alguns meses nas categorias de bases, ídolos inesquecíveis, Guinga o maior deles. Na contemporaneidade, muita festa, muitas alegrias, muitas tristezas na Baixada Melancólica. Mas, meu imortal tricolor, meu time do coração, com quem sofri vendo ao vivo Roman desferir dois golpes certeiros, em pleno monumental, em 2007, tricolor que trago como resistência em um novo território, onde são outras cores que predominam. Rubro-negro, pó de arroz, estrela solitária, cruz de malta, enfim. Esse é daqueles jogos em que o resultado é o que menos importa, lembro que em 2008 estava em Tramandaí, quando da estréia do meu Inter/SM, então contra os macaco, 2x2, e posteriormente o 3.º lugar no Gauchão. Que em 2009 no mínimo se repita para o Inter/SM. Para meu tricolor, muito... muito... trabalho é a palavra. O time se apresentou muito disperso, sem a mesma pegada e com muitos erros de passe e posicionamento. Vitor pouco exigido e sem culpa no gol; Ruy, fez o gol mas foi limitado na sua função; Réver tentou resolver, mas de forma atabalhoada, Léo pouco apareceu, assim como Rafael Marques, Fábio Santos cruzou pro gol e só; Willian Magrão com a mesma garra e eficiência de sempre; Tcheco e Souza ficaram devendo, Reinaldo pouco produtivo e Alex Mineiro foi muito marcado. No coloradinho, Goico a segurança de sempre; Cassel um guerreiro, talvez o melhor em campo; Lino discreto; Darzone muita vontade, mas não comprometeu; Marquinhos foi esforçado; Sandro e Márcio Souza pouco participativos e discretos; Jonas mostrou habilidade; Weiner fez o gol e mostrou muita vontade e a mesma qualidade do ano passado; Vágner e Alê pouco acionados.
Em meu primeiro Gauchão desterritorializado não poderia ter um melhor teste de fogo, meus dois amores... um nacional e um local, frente a frente e nessas horas, nossa identidade parece pender para o que está mais facilmente disponível em nossa diáspora. Em minha reterritorialização o local parece resistir, mas, a hibridização parece nos levar à um vínculo identitário que está disponível, o nacional.

domingo, 3 de agosto de 2008

As enquetes: parte I.

Muito bem vamos tentar retomar a assiduidade do Locale Digital, como já falei aqui estou passando por um momento turbulento de espera e ansiedade por uma mudança bastante drástica em minha vida e de minha família, portanto esse é um dos motivos pra esse certo desleixo com o ciberespaço. Como todos devem ter percebido a mudança tem causado um certo sentimento nostálgico antecipado, mas tem muito a ver com uma identidade forte, mas não inflexível. Nesse sentido, me deparo com um paradoxo. Enquanto futuro professor de nível superior há uma pressão presente por uma postura alicerçada na racionalidade positivista. Entretanto, tenho a plena convicção que a grande maioria das minhas conquistas, até hoje, devem-se a minha postura contestadora desse padrão de sujeito da modernidade. Apesar desse discurso inicial parecer destoante da imagem do escudo do imortal é justamente essa paixão futebolística que alimenta o paradoxo razão X emoção, ou pelo menos um dos fatores. Como vimos o resultado da enquete sobre a participação do Grêmio no Campeonato Brasileiro podemos chegar a algumas conclusões: 1) tenho muitos amigos colorados, o que explica que quase metade (41%) dos participantes apontou para uma campanha em que o Grêmio seria rebaixado para s Série B ou no máximo conquistaria um vaga na Copa Sul-Americana; 2) tenho mais amigos gremistas, uma vez que a maioria apontou para uma campanha mais condizente com a gradeza do Grêmio (59%), Campeão ou classificação para a Copa Libertadores; 3) é verdade que as eliminações no Gauchão e na Copa do Brasil deixaram a torcida desconfiada do time e do técnico; 4) mas é verdade também que depois de 16 rodadas é inegável que o futebol apresentado pelo tricolor é incontestável, consistente e eficiente; 5) é difícil mesmo pros gremistas mais pessimistas não admitir que a chance do Grêmio sair campeão são grandes.
São fatos como esses que fazem emergir uma identidade mais vínculada ao território de maneira mais intensa. A paixão por um clube de futebol tem nas manifestações culturais da torcida um caráter iminentemente territorial. Nessas horas o paradoxo mencionado por mim anteriormente saí do estado de latência e aflora de maneira significativa nesse que vos escreve. Minha participação na campanha do tricolor na Copa Libertadores 2007 trouxe a tona uma relação intrínseca com a necessidade de transbordar a emoção, mesmo que minha opção profissional exija a razão. Esses dias tentando atualizar meu orkut me deparei com várias manifestações culturais de amor ao Grêmio registradas em vídeo e disponibilizados no site oficial da Geral do Grêmio e no You Tube. Esse saudosismo ou essa forte identidade pode ser observada e sentida nos vídeos abaixo, vou sentir saudade, mas também agora vou criar condições de poder acompanhar o Grêmio em outros lugares, com um outro olhar e colocar a prova essa que é uma das formas de identificação mais rígidas. Pessoas mudam até de sexo, mas de time não se tem notícias. DALHE TRICOLOR.
Hoje tem jogo decisivo as 16h no Monumental contra o Vitória, jogo pra confirmar a liderança. Abaixo duas séries de vídeos que refletem o sentimento do gremismo e o que foi pra torcida a escalda da Série B até a final da Copa Libertadores. A Resposta e América, além de alguns vídeos da torcida que orgulha os gremistas e causa inveja aos adversários que tentam imitar.

A RESPOSTA




AMÉRICA




VÍDEOS DA GERAL DO GRÊMIO





terça-feira, 29 de julho de 2008

Velhas e boas lembranças... Prelúdio de vida nova!!!

Cara nunca pensei que uma mudança pudesse ser tão significativa na vida das passoas. Mas mesmo depois de apenas 2 anos trabalhado em uma instituição como o CTISM da UFSM, vi que mudar pode ser algo extremamente marcante tanto do ponto de vista pessoal como profissional. Mudar de bairro, mudar de emprego pode ser algo facilmente absorvido, mas mudar de Estado pode ser algo extremamente transformador do ponto de vista de suas referências culturais e territoriais. É a mudança que, sem dúvida, mexe com a identidade de qualquer um. Nos próximos posts, que pretendo tornar mais frequentes a partir hoje, esses serão alguns temas, permeados por música, futebol, geografia e culinária, códigos culturais dos mais significativos, que abordarei, mas essa é uma conversa pros próximos dias, hoje o dia foi corrido e estou um tanto sem inspiração.