quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mais um recomeço...

Bom, mais uma vez vou tentar manter atualizado o locale digital, é bem verdade que a mudança de cidade (Santa Maria/RS - Campos dos Goytacazes/RJ) dificultou um pouco, bem como a nova dinâmica de trabalho. Discutindo novamente sobre blogs agora no curso de doutorado novamente a empolgação de manter um blog atualizado vem a tona. Espero que dessa vez consiga mantê-lo.

Que pena...

Em Santa Maria/RS a metade verde da torcida local está triste. Muitos anos tentando alcançar a elite do futebol gaúcho, nunca estiveram tão perto de terminarem. O Riograndense Futebol Clube, que há alguns anos atrás era um verdadeiro "saco de pancadas" na segundona, há pelo menos 3 anos vem demonstrando uma grande ascenção na busca desse objetivo. O clube que tem entre seus principais feito o vice-campeonato gaúcho de 1921, perdido pro Imortal Tricolor, e o título da segundona gaúcha em 1978, tem um forte apelo identitário com a cidade. Talvez ainda mais que seu principal rival, e para qual torce esse que escreve essas linhas, o Inter/SM. Acredito que esse fato está diretamente relacionado com a origem do clube esmeraldino, pois o mesmo é oriundo de iniciativas de ferroviários que eram muitos e atuantes na sociedade santamariense. Como a cidade alcançou um grande destaque na hierarquia urbana do Estado em função de ser um entrocamento da malha ferroviária no coração do RS nos primórdios do século XX, não fica difícil associar esses elementos na ientidade do torcedor santamariense.
Mesmo sendo torcedor do Inter/SM, estava na torcida pelo sucesso do periquito para que pudessemos presenciar novamente um clássico Rio-Nal na primeira divisão gaúcha. Mas nesse exato momento o periquito vai perdendo para o Pelotas por 2x0, na penúltima rodada do quadrangular decisivo da segundona. O tradicional clube da zona sul do Estado depois de muitos anos na série b estadual parece que vai confirmar seu acesso no mesmo ano que seu principal, o rubro-negro Brasil, amargou o descenso.
De qualquer maneira gostaria de parabenizar a campanha do periquito, não pode esmorecer, é preciso que as lições ano após ano sirvam de lição para que os erros cometidos sejam corrigidos e os acertos aprimorados para que logo o esmeraldino esteja novamente no convívio dos grandes do futebol gaúcho.
Gostaria também de parabenizar a equipe da Rádio Santamariense, e em especial meu amigo e repórter de campo, Alexandre de Grandi, pela cobertura dada a campanha do gandense e também do Inter/SM, o que possibilita mesmo morando no Estado do Rio de Janeiro continuar acompanhando o futebol da minha cidade natal.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Estréia no Gauchão... melhor impossível!!!!!

De fato essa não poderia ter sido uma melhor maneira de começar o Gauchão 2009. Não para o Grêmio que vem se preparando para a Libertadores, nem pro Inter/SM, que jogava em casa. Foi o melhor resultado pra mim. Santameriense, torcedor do Inter/SM... levado pelo pai à jogos com ingresso de um tijolo para construir parte da arquibancada, é dificil torcer contra esse time. Jogos memoráveis, alguns meses nas categorias de bases, ídolos inesquecíveis, Guinga o maior deles. Na contemporaneidade, muita festa, muitas alegrias, muitas tristezas na Baixada Melancólica. Mas, meu imortal tricolor, meu time do coração, com quem sofri vendo ao vivo Roman desferir dois golpes certeiros, em pleno monumental, em 2007, tricolor que trago como resistência em um novo território, onde são outras cores que predominam. Rubro-negro, pó de arroz, estrela solitária, cruz de malta, enfim. Esse é daqueles jogos em que o resultado é o que menos importa, lembro que em 2008 estava em Tramandaí, quando da estréia do meu Inter/SM, então contra os macaco, 2x2, e posteriormente o 3.º lugar no Gauchão. Que em 2009 no mínimo se repita para o Inter/SM. Para meu tricolor, muito... muito... trabalho é a palavra. O time se apresentou muito disperso, sem a mesma pegada e com muitos erros de passe e posicionamento. Vitor pouco exigido e sem culpa no gol; Ruy, fez o gol mas foi limitado na sua função; Réver tentou resolver, mas de forma atabalhoada, Léo pouco apareceu, assim como Rafael Marques, Fábio Santos cruzou pro gol e só; Willian Magrão com a mesma garra e eficiência de sempre; Tcheco e Souza ficaram devendo, Reinaldo pouco produtivo e Alex Mineiro foi muito marcado. No coloradinho, Goico a segurança de sempre; Cassel um guerreiro, talvez o melhor em campo; Lino discreto; Darzone muita vontade, mas não comprometeu; Marquinhos foi esforçado; Sandro e Márcio Souza pouco participativos e discretos; Jonas mostrou habilidade; Weiner fez o gol e mostrou muita vontade e a mesma qualidade do ano passado; Vágner e Alê pouco acionados.
Em meu primeiro Gauchão desterritorializado não poderia ter um melhor teste de fogo, meus dois amores... um nacional e um local, frente a frente e nessas horas, nossa identidade parece pender para o que está mais facilmente disponível em nossa diáspora. Em minha reterritorialização o local parece resistir, mas, a hibridização parece nos levar à um vínculo identitário que está disponível, o nacional.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

América Latina - BOLÍVIA

Sem dúvida alguma a Bolívia é um dos países mais pobres da América Latina, ao menos da América do Sul. Por outro lado, também, é um dos países onde é possível observar uma das maiores resistências à submissão do modelo moderno colonial imposto pelos espanhóis. Os traços marcantes de costumes e tradições de uma maioria populacional camponesa e indígena, faz com que a homogeneização cultural e a padronização do consumo não sejam predominantes nas cores, hábitos e modos de vida dos bolivianos. A história política da Bolívia é marcada por revoltas e por levantes populares que enfrentam governos que colocam em questão os direitos do povo.
A herança e hegemonia indígena e camponesa trás no bojo da cultura boliviana uma das mais polêmicas práticas sociais e culturais daquele país: a plantação e o consumo da folha de coca. Base de sustento de um grande número de famílias e tradição antiga naquele país, a plantação da folha de coca é muito questionada, principalmente, pelos EUA, por ser matéria-prima para a produção de cocaína. Entretanto, a mesma folha é utilizada para a fabricação de refrigerantes como a cola-cola, e pelos indígenas e camponeses para amenizar os efeitos da altitude e do ar rarefeito nas maiores cotas altimétricas da cordilheira dos Andes.
O papel social da folha de coca é tão importante que permitiu o surgimento de um movimento liderado pelos plantadores, conhecidos como cocaleros. Sempre ativos no cenário social e político da Bolívia os cocaleros conseguiram o máximo de sua representatividade ao eleger Presidente da República Evo Morales. Segundo a Wikipédia, "Juan Evo Morales Ayma (Orinoca, Oruro, 26 de Outubro de 1959) é o atual presidente da Bolívia e líder do movimento esquerdista boliviano cocalero, uma federação de agricultores que tem por tradição o cultivo de coca para atender um costume milenar da nação que é mascar folhas de coca. Evo Morales notabilizou-se ao resistir os esforços desenvolvidos pelo governo dos Estados Unidos da América na substituição do cultivo de coca na província de Chapare por bananas originárias do Brasil. Morales é também líder do partido Movimento para o Socialismo (MAS em língua castelhana) - IPSP (Instrumento Político pela Soberania dos Povos). De origem ameríndia, da etnia aymará, é, junto com Felipe Quispe, um dos indígenas mais famosos da história atual do seu país.Nas eleições presidenciais bolivianas de 2002 Morales ficou em segundo lugar, colocação surpreendente face ao panorama político do país, dominado pelos partidos tradicionais. Nas eleições de Dezembro de 2005 porém, venceu com maioria absoluta, tornando-se o primeiro presidente de origem indígena. Assumiu o poder em 22 de Janeiro de 2006 como o primeiro mandatário boliviano a ser eleito Presidente da República em primeiro turno em mais de trinta anos. Morales é um admirador da ativista indígena guatemalteca Rigoberta Menchú(prêmio nobel da paz em 1992) e de Fidel Castro, este último pela oposição à política norte-americana. Morales propõe que o problema da cocaína seja resolvido do lado do consumo, pois o cultivo da Coca é um património cultural dos povos andinos e parte inseparável da cultura boliviana e sua proibição não pode ser feita através de uma simples regulação estabelecida por uma convenção externa".
Dentre as medidas mais polêmicas do governo de Evo Morales, está a nacionalização do gás natural, principal recurso da Bolívia, que acabou gerando um abalo geopolítico com o governo brasileiro. Isso se deu devido ao fato de tropas do exército boliviano tomares refinarias da Petrobrás e mandarem de volta ao Brasil os trabalhadores da empresa.
Evo Morales apresenta grande afinidade com o presidente venezuelano Hugo Chavez, com quem mantém estreitas relações diplomáticas. Com discursos ásperos contras as iniciativas estadunidenses sobre o continente latinoamericano, junto com Cuba são os mais declarados oposicionistas das políticas globais dos EUA para América Latina, como a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Essa postura muitas vezes coloca em xeque o governo petista de Lula, pois o mesmo que sempre foi uma referência da classe trabalhadora vem seguindo a risca o receituário do FMI e do Banco Mundial, mas também, adota uma postura diplomática com relação aos vizinhos Bolívia e Venezuela.
O autor Nelson Bacic Olic, em sua proposta de regionalização da América do Sul, considera a Bolívia e o Paraguai com formadores do que chamou de "Região Interior", por não terem saída para o mar. Essa situação mantém uma certa tensão com o Chile, que tomou a única saída para o Oceano Pacífico da Bolívia, na Guerra do Pacífico. A Guerra do Pacífico foi um conflito ocorrido entre 1879 e 1881, confrontando o Chile às forças conjuntas da Bolívia e do Peru. Ao final da guerra o Chile anexou ricas áreas em recursos naturais de ambos os países derrotados. O Peru perdeu a província de Tarapacá e a Bolívia teve de ceder a província de Antofagasta, ficando sem saída soberana para o mar, o que tornou-se uma área de fricção na América do Sul, chegando até os dias atuais, e que é para a Bolívia uma questão nacional (a recuperação do acesso ao oceano Pacífico consta como um objetivo nacional boliviano em sua atual constituição).
Com relação aos aspectos físicos, a Bolívia é um país sem litoral. O ocidente da Bolívia está situado na cordilheira dos Andes, com o pico mais elevado, o Nevado Sajama, a chegar aos 6542 metros. O centro do país é formado por um planalto, o Altiplano, onde vive a maioria dos bolivianos. O leste do país é constituído por terras baixas, e coberto pela floresta úmida da Amazônia. O lago Titicaca situa-se na fronteira entre a Bolívia e o Peru. No ocidente, no departamento de Potosi, encontra-se o Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo. A região Oriente, a norte e leste, compreende três quintos do território boliviano, é formada por baixas planícies de muitos rios e grandes pântanos. No extremo sul localiza-se o Chaco boliviano, pantanoso na estação chuvosa e semi-desértico nos meses de seca. A nordeste da bacia Titicaca visualizam-se montanhas extremamente altas de 3.000 a 6.500 metros. Notamos que as montanhas de mais altitude caem em ângulos praticamente retos até se transformarem em planícies. Os Andes atingem a Bolívia e se dividem em duas grandes cadeias, a Oriental e a Ocidental. Nota-se que a cordilheira Ocidental é formada por vulcões inativos ou extintos, e suas rochas são formadas de lava vulcânica petrificada. Possui uma altitude de 3.700 metros, com 800 quilômetros de comprimento e 130 de largura. A cordilheira Oriental é composta de diversos tipos de rochas e areia.

Downloads dos trabalhos


Bibliografia disponível no CEFET Campos

CAMARGO, Alfredo José Cavalcanti de. Bolívia : a criação de um novo país a ascensão do poder político autóctone das civilizações pré - colombianas a Evo Morales. Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2006. 352 p.
ROCHA, Maurício Santoro; CÂMARA, Marcelo Argenta; SEGABINAZZI, Alessandro. Bolívia : de 1952 ao século XXI. Brasília: FUNAG, 2006. 154 p. (Coleção América do Sul).
GALEANO, Eduardo H. As veias abertas da América Latina . 36 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1994. 307 p.
FREYRE, Gilberto. O brasileiro entre os outros hispanos. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1975. lxi, 161 p., il. (Colecao documentos brasileiros : v.168).
BARBOSA, Alexandre de Freitas. A independência dos países da América Latina. São Paulo, 1997. 47 p., il(algumas colors.)(Que história é essa?).
OLIC, Nelson Bacic. Geopolítica da América Latina . São Paulo: Moderna, 1992. 96 p, il. , 21cm. (Coleção polêmica).
CASANOVA, Pablo González. Exploração, colonialismo e luta pela democracia na América Latina. Prefácio de Marcos Roitman Rosenmann; tradução de Ana Carla Lacerda. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. 318p.

Bibliografia sugerida para consulta

HAGE, José A. A.
Bolívia, Brasil e a guerra do gás. Curitiba: Juruá, 2007. 221p.
GUEVARA, Che. O diário do Che na Bolívia. Rio de Janeiro: Record, s/d. 238p.
CASTRO, Moacir W. de.
O libertador: a vida de Simón Bolívar. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. 227p.
PERICAS, Luiz B. Che Guevara e a luta revolucionária na Bolívia. São Paulo: Xamã, 2008. 238p.
KLEIN, Hebert S.
Bolívia: do períodopré-incaico à independência. São Paulo: Brasiliense, 2004. 80p.
ANDRADE, Everaldo de Oliveira.
Revoluções na América Latina contemporânea: México, Bolívia e Cuba. São Paulo: Saraiva, 2000. 48p.
COSTA NETO, Canrobert.
Políticas agrárias na Bolívia (1952-1979): reforma ou revolução. São Paulo: Expressão Popular, 2005. 203.

Textos disponíveis no Ciberespaço

http://www.exportaminas.mg.gov.br/pdf/CEXBolivia.pdf
http://www.fup.org.br/dieese3.pdf
http://www.fecomerciomg.org.br/pdfs/comex_estudos_bolivia_unasul.pdf
http://observatorio.iuperj.br/artigos_resenhas/historia_sem_fim.pdf
http://www.cursinhodapoli.org.br/pdfs/sala_prof/crise_do_gas_brasil_bolivia.pdf
http://www2.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/segundogepal/marcelo%20argenta%20c%C3%A2mara%20&%20%C3%A1lvaro%20luiz%20heidrich.pdf
http://www.spg.sc.gov.br/menu/destaques/arquivos/Retatorio_de_pesquisa/Bolivia/Informacoes-gerais-Bolivia.pdf

Força Xavante!!!!!

Hoje o dia acordou mais triste. Apesar de só ficar sabendo pela internet estou chocado e emocionado com o acidente ocorrido com a delegação do Brasil de Pelotas que vitimou 2 jogadores e o treinador de goleiros. Sou gremista e em minha cidade torço para o Inter/SM, mas não há como não se abalar com uma notícias destas. É necessário que toda comunidade gaúcha se mobilize para amenizar as consequências da tragédia. Entre as vítimas fatais está o grande o ídolo da torcida xavante, o atacante uruguaio Claúdio Millar, o zagueiro Régis e Giovane treinador de goleiros. Apesar das rivalidades que existem no futebol do interior do Rio Grande do Sul ninguém questiona a supremacia e a fidelidade da torcida do Brasil, e é essa nação que está de luto. Ao abrir o site do ClicRBS, onde se pode saber mais e acompanhar novas informações, fiquei muito contente ao ver que chegavam mensagens de todos lugares do país, mas mais ainda ao ver uma de um campista, morador de minha atual cidade Campos/RJ. Força xavante o amor e a fidelidade de sua nação de torcedores e a solidariedade dos gaúchos vão fazer-te levantar dessa tragédia e quem sabe fazer esse 2009 um ano de alegrias para homenagear os heróis vitimados.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Que venha a América!!!!

Pra dar uma variada estarei a partir de hoje postando informações sobre os primeiros adversários do Grêmio na 1.ª fase de Libertadores 2009. Tal iniciativa se deve, inicialmente, pelo fato de serem clubes bastante desconhecidos em nosso país, mas também para que possamos ter uma idéia do que é a epopéia de jogar um campeonato como a Libertadores nas mais distantes cantos de nossa América Latina. Mapas, informações, dados e fotos tentarão ilustrar essa primeira etapa da missão tricolor.

Para quem sabe o significado da Libertadores pra nação tricolor, um aperitivo, todos os campeões e vices, com os resultados sa finais, mas para quem quer saber mais não deixe de visitar o site http://www.bolanaarea.com.br/.




Finais da Libertadores da América


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Explicações....

Caros alunos e leitores, gostaria de explicar que a interrupção das postagens se a vários motivos. Em primeiro lugar devido as festas de fim de ano, a minha ida com a família para conhecer o Farol de São Thomé, que diga-se de passagem adoramos. Em segundo lugar as tarefas intelectuais, leituras, 2 artigos e 1 livro que estão sendo produzidos por mim. E em terceiro as tarefas acadêmicas, seleção para o doutorado, organização do material de aula, organização de minha biblioteca particular, enfim, como podem perceber não é pouca coisa. O bom de tudo isso é que várias idéias vão surgindo, e estou com mil planos para 2009. Com relação a continuidade dos temas entre hoje e amanhã devo estar postando pelo menos mais 3 (Venezuela, Colômbia, Bolívia). Até o fim de semana os outros 4 (Peru-Equador, Chile, Argentina, Brasil) já deverão estar no ar com as respectivas bilbiografias e downloads.
Ah, só pra constar, os visitantes alunos ou não, são muito bem vindos comentários nos posts, pois são eles que estimulam a continuidade do Locale Digital.