Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Estréia no Gauchão... melhor impossível!!!!!

De fato essa não poderia ter sido uma melhor maneira de começar o Gauchão 2009. Não para o Grêmio que vem se preparando para a Libertadores, nem pro Inter/SM, que jogava em casa. Foi o melhor resultado pra mim. Santameriense, torcedor do Inter/SM... levado pelo pai à jogos com ingresso de um tijolo para construir parte da arquibancada, é dificil torcer contra esse time. Jogos memoráveis, alguns meses nas categorias de bases, ídolos inesquecíveis, Guinga o maior deles. Na contemporaneidade, muita festa, muitas alegrias, muitas tristezas na Baixada Melancólica. Mas, meu imortal tricolor, meu time do coração, com quem sofri vendo ao vivo Roman desferir dois golpes certeiros, em pleno monumental, em 2007, tricolor que trago como resistência em um novo território, onde são outras cores que predominam. Rubro-negro, pó de arroz, estrela solitária, cruz de malta, enfim. Esse é daqueles jogos em que o resultado é o que menos importa, lembro que em 2008 estava em Tramandaí, quando da estréia do meu Inter/SM, então contra os macaco, 2x2, e posteriormente o 3.º lugar no Gauchão. Que em 2009 no mínimo se repita para o Inter/SM. Para meu tricolor, muito... muito... trabalho é a palavra. O time se apresentou muito disperso, sem a mesma pegada e com muitos erros de passe e posicionamento. Vitor pouco exigido e sem culpa no gol; Ruy, fez o gol mas foi limitado na sua função; Réver tentou resolver, mas de forma atabalhoada, Léo pouco apareceu, assim como Rafael Marques, Fábio Santos cruzou pro gol e só; Willian Magrão com a mesma garra e eficiência de sempre; Tcheco e Souza ficaram devendo, Reinaldo pouco produtivo e Alex Mineiro foi muito marcado. No coloradinho, Goico a segurança de sempre; Cassel um guerreiro, talvez o melhor em campo; Lino discreto; Darzone muita vontade, mas não comprometeu; Marquinhos foi esforçado; Sandro e Márcio Souza pouco participativos e discretos; Jonas mostrou habilidade; Weiner fez o gol e mostrou muita vontade e a mesma qualidade do ano passado; Vágner e Alê pouco acionados.
Em meu primeiro Gauchão desterritorializado não poderia ter um melhor teste de fogo, meus dois amores... um nacional e um local, frente a frente e nessas horas, nossa identidade parece pender para o que está mais facilmente disponível em nossa diáspora. Em minha reterritorialização o local parece resistir, mas, a hibridização parece nos levar à um vínculo identitário que está disponível, o nacional.

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

América Latina - BOLÍVIA

Sem dúvida alguma a Bolívia é um dos países mais pobres da América Latina, ao menos da América do Sul. Por outro lado, também, é um dos países onde é possível observar uma das maiores resistências à submissão do modelo moderno colonial imposto pelos espanhóis. Os traços marcantes de costumes e tradições de uma maioria populacional camponesa e indígena, faz com que a homogeneização cultural e a padronização do consumo não sejam predominantes nas cores, hábitos e modos de vida dos bolivianos. A história política da Bolívia é marcada por revoltas e por levantes populares que enfrentam governos que colocam em questão os direitos do povo.
A herança e hegemonia indígena e camponesa trás no bojo da cultura boliviana uma das mais polêmicas práticas sociais e culturais daquele país: a plantação e o consumo da folha de coca. Base de sustento de um grande número de famílias e tradição antiga naquele país, a plantação da folha de coca é muito questionada, principalmente, pelos EUA, por ser matéria-prima para a produção de cocaína. Entretanto, a mesma folha é utilizada para a fabricação de refrigerantes como a cola-cola, e pelos indígenas e camponeses para amenizar os efeitos da altitude e do ar rarefeito nas maiores cotas altimétricas da cordilheira dos Andes.
O papel social da folha de coca é tão importante que permitiu o surgimento de um movimento liderado pelos plantadores, conhecidos como cocaleros. Sempre ativos no cenário social e político da Bolívia os cocaleros conseguiram o máximo de sua representatividade ao eleger Presidente da República Evo Morales. Segundo a Wikipédia, "Juan Evo Morales Ayma (Orinoca, Oruro, 26 de Outubro de 1959) é o atual presidente da Bolívia e líder do movimento esquerdista boliviano cocalero, uma federação de agricultores que tem por tradição o cultivo de coca para atender um costume milenar da nação que é mascar folhas de coca. Evo Morales notabilizou-se ao resistir os esforços desenvolvidos pelo governo dos Estados Unidos da América na substituição do cultivo de coca na província de Chapare por bananas originárias do Brasil. Morales é também líder do partido Movimento para o Socialismo (MAS em língua castelhana) - IPSP (Instrumento Político pela Soberania dos Povos). De origem ameríndia, da etnia aymará, é, junto com Felipe Quispe, um dos indígenas mais famosos da história atual do seu país.Nas eleições presidenciais bolivianas de 2002 Morales ficou em segundo lugar, colocação surpreendente face ao panorama político do país, dominado pelos partidos tradicionais. Nas eleições de Dezembro de 2005 porém, venceu com maioria absoluta, tornando-se o primeiro presidente de origem indígena. Assumiu o poder em 22 de Janeiro de 2006 como o primeiro mandatário boliviano a ser eleito Presidente da República em primeiro turno em mais de trinta anos. Morales é um admirador da ativista indígena guatemalteca Rigoberta Menchú(prêmio nobel da paz em 1992) e de Fidel Castro, este último pela oposição à política norte-americana. Morales propõe que o problema da cocaína seja resolvido do lado do consumo, pois o cultivo da Coca é um património cultural dos povos andinos e parte inseparável da cultura boliviana e sua proibição não pode ser feita através de uma simples regulação estabelecida por uma convenção externa".
Dentre as medidas mais polêmicas do governo de Evo Morales, está a nacionalização do gás natural, principal recurso da Bolívia, que acabou gerando um abalo geopolítico com o governo brasileiro. Isso se deu devido ao fato de tropas do exército boliviano tomares refinarias da Petrobrás e mandarem de volta ao Brasil os trabalhadores da empresa.
Evo Morales apresenta grande afinidade com o presidente venezuelano Hugo Chavez, com quem mantém estreitas relações diplomáticas. Com discursos ásperos contras as iniciativas estadunidenses sobre o continente latinoamericano, junto com Cuba são os mais declarados oposicionistas das políticas globais dos EUA para América Latina, como a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Essa postura muitas vezes coloca em xeque o governo petista de Lula, pois o mesmo que sempre foi uma referência da classe trabalhadora vem seguindo a risca o receituário do FMI e do Banco Mundial, mas também, adota uma postura diplomática com relação aos vizinhos Bolívia e Venezuela.
O autor Nelson Bacic Olic, em sua proposta de regionalização da América do Sul, considera a Bolívia e o Paraguai com formadores do que chamou de "Região Interior", por não terem saída para o mar. Essa situação mantém uma certa tensão com o Chile, que tomou a única saída para o Oceano Pacífico da Bolívia, na Guerra do Pacífico. A Guerra do Pacífico foi um conflito ocorrido entre 1879 e 1881, confrontando o Chile às forças conjuntas da Bolívia e do Peru. Ao final da guerra o Chile anexou ricas áreas em recursos naturais de ambos os países derrotados. O Peru perdeu a província de Tarapacá e a Bolívia teve de ceder a província de Antofagasta, ficando sem saída soberana para o mar, o que tornou-se uma área de fricção na América do Sul, chegando até os dias atuais, e que é para a Bolívia uma questão nacional (a recuperação do acesso ao oceano Pacífico consta como um objetivo nacional boliviano em sua atual constituição).
Com relação aos aspectos físicos, a Bolívia é um país sem litoral. O ocidente da Bolívia está situado na cordilheira dos Andes, com o pico mais elevado, o Nevado Sajama, a chegar aos 6542 metros. O centro do país é formado por um planalto, o Altiplano, onde vive a maioria dos bolivianos. O leste do país é constituído por terras baixas, e coberto pela floresta úmida da Amazônia. O lago Titicaca situa-se na fronteira entre a Bolívia e o Peru. No ocidente, no departamento de Potosi, encontra-se o Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo. A região Oriente, a norte e leste, compreende três quintos do território boliviano, é formada por baixas planícies de muitos rios e grandes pântanos. No extremo sul localiza-se o Chaco boliviano, pantanoso na estação chuvosa e semi-desértico nos meses de seca. A nordeste da bacia Titicaca visualizam-se montanhas extremamente altas de 3.000 a 6.500 metros. Notamos que as montanhas de mais altitude caem em ângulos praticamente retos até se transformarem em planícies. Os Andes atingem a Bolívia e se dividem em duas grandes cadeias, a Oriental e a Ocidental. Nota-se que a cordilheira Ocidental é formada por vulcões inativos ou extintos, e suas rochas são formadas de lava vulcânica petrificada. Possui uma altitude de 3.700 metros, com 800 quilômetros de comprimento e 130 de largura. A cordilheira Oriental é composta de diversos tipos de rochas e areia.

Downloads dos trabalhos


Bibliografia disponível no CEFET Campos

CAMARGO, Alfredo José Cavalcanti de. Bolívia : a criação de um novo país a ascensão do poder político autóctone das civilizações pré - colombianas a Evo Morales. Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2006. 352 p.
ROCHA, Maurício Santoro; CÂMARA, Marcelo Argenta; SEGABINAZZI, Alessandro. Bolívia : de 1952 ao século XXI. Brasília: FUNAG, 2006. 154 p. (Coleção América do Sul).
GALEANO, Eduardo H. As veias abertas da América Latina . 36 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1994. 307 p.
FREYRE, Gilberto. O brasileiro entre os outros hispanos. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1975. lxi, 161 p., il. (Colecao documentos brasileiros : v.168).
BARBOSA, Alexandre de Freitas. A independência dos países da América Latina. São Paulo, 1997. 47 p., il(algumas colors.)(Que história é essa?).
OLIC, Nelson Bacic. Geopolítica da América Latina . São Paulo: Moderna, 1992. 96 p, il. , 21cm. (Coleção polêmica).
CASANOVA, Pablo González. Exploração, colonialismo e luta pela democracia na América Latina. Prefácio de Marcos Roitman Rosenmann; tradução de Ana Carla Lacerda. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. 318p.

Bibliografia sugerida para consulta

HAGE, José A. A.
Bolívia, Brasil e a guerra do gás. Curitiba: Juruá, 2007. 221p.
GUEVARA, Che. O diário do Che na Bolívia. Rio de Janeiro: Record, s/d. 238p.
CASTRO, Moacir W. de.
O libertador: a vida de Simón Bolívar. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. 227p.
PERICAS, Luiz B. Che Guevara e a luta revolucionária na Bolívia. São Paulo: Xamã, 2008. 238p.
KLEIN, Hebert S.
Bolívia: do períodopré-incaico à independência. São Paulo: Brasiliense, 2004. 80p.
ANDRADE, Everaldo de Oliveira.
Revoluções na América Latina contemporânea: México, Bolívia e Cuba. São Paulo: Saraiva, 2000. 48p.
COSTA NETO, Canrobert.
Políticas agrárias na Bolívia (1952-1979): reforma ou revolução. São Paulo: Expressão Popular, 2005. 203.

Textos disponíveis no Ciberespaço

http://www.exportaminas.mg.gov.br/pdf/CEXBolivia.pdf
http://www.fup.org.br/dieese3.pdf
http://www.fecomerciomg.org.br/pdfs/comex_estudos_bolivia_unasul.pdf
http://observatorio.iuperj.br/artigos_resenhas/historia_sem_fim.pdf
http://www.cursinhodapoli.org.br/pdfs/sala_prof/crise_do_gas_brasil_bolivia.pdf
http://www2.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/segundogepal/marcelo%20argenta%20c%C3%A2mara%20&%20%C3%A1lvaro%20luiz%20heidrich.pdf
http://www.spg.sc.gov.br/menu/destaques/arquivos/Retatorio_de_pesquisa/Bolivia/Informacoes-gerais-Bolivia.pdf

Força Xavante!!!!!

Hoje o dia acordou mais triste. Apesar de só ficar sabendo pela internet estou chocado e emocionado com o acidente ocorrido com a delegação do Brasil de Pelotas que vitimou 2 jogadores e o treinador de goleiros. Sou gremista e em minha cidade torço para o Inter/SM, mas não há como não se abalar com uma notícias destas. É necessário que toda comunidade gaúcha se mobilize para amenizar as consequências da tragédia. Entre as vítimas fatais está o grande o ídolo da torcida xavante, o atacante uruguaio Claúdio Millar, o zagueiro Régis e Giovane treinador de goleiros. Apesar das rivalidades que existem no futebol do interior do Rio Grande do Sul ninguém questiona a supremacia e a fidelidade da torcida do Brasil, e é essa nação que está de luto. Ao abrir o site do ClicRBS, onde se pode saber mais e acompanhar novas informações, fiquei muito contente ao ver que chegavam mensagens de todos lugares do país, mas mais ainda ao ver uma de um campista, morador de minha atual cidade Campos/RJ. Força xavante o amor e a fidelidade de sua nação de torcedores e a solidariedade dos gaúchos vão fazer-te levantar dessa tragédia e quem sabe fazer esse 2009 um ano de alegrias para homenagear os heróis vitimados.

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Que venha a América!!!!

Pra dar uma variada estarei a partir de hoje postando informações sobre os primeiros adversários do Grêmio na 1.ª fase de Libertadores 2009. Tal iniciativa se deve, inicialmente, pelo fato de serem clubes bastante desconhecidos em nosso país, mas também para que possamos ter uma idéia do que é a epopéia de jogar um campeonato como a Libertadores nas mais distantes cantos de nossa América Latina. Mapas, informações, dados e fotos tentarão ilustrar essa primeira etapa da missão tricolor.

Para quem sabe o significado da Libertadores pra nação tricolor, um aperitivo, todos os campeões e vices, com os resultados sa finais, mas para quem quer saber mais não deixe de visitar o site http://www.bolanaarea.com.br/.




Finais da Libertadores da América


Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Explicações....

Caros alunos e leitores, gostaria de explicar que a interrupção das postagens se a vários motivos. Em primeiro lugar devido as festas de fim de ano, a minha ida com a família para conhecer o Farol de São Thomé, que diga-se de passagem adoramos. Em segundo lugar as tarefas intelectuais, leituras, 2 artigos e 1 livro que estão sendo produzidos por mim. E em terceiro as tarefas acadêmicas, seleção para o doutorado, organização do material de aula, organização de minha biblioteca particular, enfim, como podem perceber não é pouca coisa. O bom de tudo isso é que várias idéias vão surgindo, e estou com mil planos para 2009. Com relação a continuidade dos temas entre hoje e amanhã devo estar postando pelo menos mais 3 (Venezuela, Colômbia, Bolívia). Até o fim de semana os outros 4 (Peru-Equador, Chile, Argentina, Brasil) já deverão estar no ar com as respectivas bilbiografias e downloads.
Ah, só pra constar, os visitantes alunos ou não, são muito bem vindos comentários nos posts, pois são eles que estimulam a continuidade do Locale Digital.

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

América Latina - CUBA

Por mais polêmico que seja, é inegável que o 1.º de janeiro de 1959 colocou a pequena ilha do Caribe em destaque no cenário político do continente americano. Os protagonistas da experiência socialista na América Latina sem dúvida nenhuma são Fidel Castro e Ernesto "Che" Guevera. Essa duas figuras marcantes da história latinoamericana muitas vezes são colocadas em pontos extremos da opinião pública: heróis ou vilões. Enquetes realizadas por alguns veículos de comunicação apontam ambos com vilões. Mas, o papel desempenhado por ambos a partir da revolução cubana mostra grande simpatia de movimentos sociais pelos revolucionários.
Em quase 50 anos de revolução a política da ilha foi dominado pelo Partido Comunista liderado por Fidel Castro. O regime de político de partido único importado da antiga URSS (União Soviética), com quem estreitou relações durante a Guerra Fria, fato que acabou fazendo com que o governo norte-americano impusse um embargo econômico a ilha. Depois, de mais de 40 anos a frente do Estado cubano, problemas de saúde fazem com que Fidel se afastasse do poder, sendo sucessido pelo seu irmão Raúl Castro, inicialmente de maneira interina e em seguida formalmente, sendo eleito em Assembléia do PC.
Em que pese os atrasos tecnológico e econômico, embora mereçam destaque os avanços na saúde, na educação, nos esportes, fica difícil saber quais seriam as conseqüências de uma abertura econômica na ilha e de uma suspensão do embargo estadunidense a ilha.
A aproximação com o capital internacional, principalmente europeu, fez com que situações de desigualdades sociais se acentuassem em Cuba, principalmente na década de 90, os altos índices de prostituição, a segregação espacial, a partir do estabelecimento de áreas privilegiadas para turismo internacional. Dessa forma, mais do que um regime realmente socialista, o embargo serve ao PC para sustentar seu papel de resistência na América Latina. Entretanto, se houver realmente a extinção das restrições a Cuba, será possível a manutenção do PC no poder? Quais as conseqüências para Cuba com uma transição democrática no país, serão mantidas as conquistas sociais? São questões que se colocam e que merecem alguma reflexão.
Um ótimo texto para conhecer um pouco sobre Cuba, está na wikipédia. Mas, abaixo deixarei algumas referências que poderão ajudar a aprofundar os estudos sobre a ilha, bem como o material do trabalho apresentado pelos alunos do CEFET Campos.











Acima você ve um pouco sobre a bandeira de Cuba e também sobre as características físicas e político administrativa da ilha, clicando nas figuras. Sobre a bandeira de Cuba, pode-se dizer que remonta às guerras independentistas e foi criada por um general da cidade de Cárdenas, provincia de Matanzas, a 19 de maio de 1850. Foi formalmente reconhecida na constituição de 1901. As 3 listas azuis significavam os 3 departamentos em que a ilha estava dividida: Ocidente, central e oriente. As duas riscas brancas representavam a pureza e a justiça dos patriotas libertadores. O triângulo equliátero vermelho simboliza o sangue derramado pelos herois e a estrela solitária, de ponta para cima, representa a união do povo cubano. A geografia física cubana apresenta-se com uma ilha longa e estreita (1200 km desde o Cabo de San António, extremo ocidental, até à Ponta de Maisí, extremo oriental); o largo máximo é de 210km e o mínimo é de 32km. A forma da ilha, orientada de leste para oeste, não permite a existência de rios longos e caudalosos. Entre os mais importantes estão o Cauto, o Toa, o Sagua la Grande, o Zaza e o Canao. Algumas cadeias montanhosas de relativamente pouca elevação, atravessam diversas partes do território da Ilha de Cuba. As mais notáveis são: a Cordilheira de Guaniguanico, no ocidente, a Cordilheira de Guamuhaya, na porção central; o maciço Sagua-Baracoa e a Serra Maestra, no oriente, localizando-se nesta última a maior cota de altitude do país, o Pico Real do Turquino, com 1974m acima do nível do mar. A paisagem é diversa e varia desde o semi-desértico até as florestas tropicais úmidas. A biodiversidade do país é alta e os seus ecossistemas variados estão bem protegidos.

Arquivos dos trabalhos apresentados (texto e slides, respectivamente):





Bibliografia disponível no CEFET Campos:

CASTRO, Fidel. Fidel e a religião: conversas com Frei Betto. 13 ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. 381p.
MORAIS, Fernando. A ilha: um reporter brasileiro no país de Fidel Castro. 8ed. São Paulo: Alfa-Omega, 1977. 126p.
VALLADARES, Armando. Contra toda a esperança. 2 ed. São Paulo: Intermundo, 1986. 319p.
VAIL, John J. Fidel Castro. São Paulo: Nova Cultural, 1987. 109p.
ESCOSTEGUY, Jorge. Cuba hoje: 20 anos de revolução. São Paulo: Alfa-Omega, 1978. 177p.
SADER, Emir. A revolução cubana. 5ed. São Paulo: Moderna, 1989. 103p.
HARNECKER, Marta. Cuba: democeacia ou ditadura. São Paulo: Global Gaia, 197-. 307p.
BITTENCOURT, Dilma. Cuba: impressão de um turista. 2 ed. Rio de Janeiro: Revan, 1991. 95p.
GUEVARA, Ernesto. A guerra de guerrilhas. 3 ed. São Paulo: Edições Populares, 1982, 123p.
FURIATI, Cláudia. Fidel Castro: uma biografia consentida. 4 ed. Rio de Janeiro: Revan, 2003. 803p.
SEGRE, Roberto; FORNÉS, Rafael. Arquitetura e urbanismo da Revolução Cubana. São Paulo: Nobel, 1986. 273p.
HERNÁNDEZ, Carmem R. Alfonso. 100 preguntas y respuestas sobre Cuba. 8 ed. Madrid: Pablo de la Torriente, 1999. 139p.
PENTANO FILHO, Rubens. Quem sabe, ensina; quem não sabe, aprende: a educação em Cuba. 2 ed. Campinas, SP: Papirus, 1986. 120p.

Bibliografia sugerida para consulta:

SEGRERA, Francisco Lopez. Cuba cairá? Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. 204p.
PORTELA, Fernando Portela. Cuba. São paulo: Ática, 1999. 40p.
SADER, Eder. Por que Cuba? Rio de Janeiro: Revan, 1992. 126p.
GUELLA, Eloy Oswaldo. A verdade sobre Cuba. São Paulo: Loyola, 1992. 132p.
STANLEY, David. Cuba. Lonely Planet, 2008. 504p.
PERONI, Vera. A campanha de alfabetização em Cuba. Porto Alegre: EdUFRGS, 2006. 106p.
GOTT, Richard. Cuba: uma nova história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. 463p.
PERICAS, Luiz Bernardo. Che Guevara e o debate econômico em Cuba. São Paulo: Xamã, 2004. 236p.
PAVESE, João. Nervo exposto de Havana a Santiago de Cuba. São Paulo: Terceiro Nome, 2008. 280p.
LATEL, Brian. Cuba sem Fidel: o regime cubano e seu próximo líder. São Paulo: Novo Conceito, 2008. 352p.

Textos disponíveis na ciberespaço:

http://www.amerindia.ufc.br/pdf2/mario.pdf
http://geocities.yahoo.com.br/josemarti_rj/textos/Michael_Moore_Cuba.pdf
http://gladiator.historia.uff.br/nec/textos/text14.pdf
http://www.historia.uff.br/nec/Cuba%20no%20xadrez.htm
http://revistas.ufg.br/index.php/atelie/article/view/3891
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/238/23801204.pdf
http://www.santiagodantassp.locaweb.com.br/br/arquivos/nucleos/artigos/Marcos2.pdf

http://www.santiagodantassp.locaweb.com.br/br/arquivos/defesas/marcos.pdf
http://www2.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/terceirogepal/tadzio.pdf
http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/hegemo/pt/HartDavalos.rtf
http://www.bocc.ubi.pt/pag/santanna-francisco-america-latina.pdf

Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

América Latina - MÉXICO

Bom com esse post darei início a publicação dos trabalhos dos alunos do 4.º período do curso de Geografia, desenvolvidos na disciplina de Geografia da América Latina. Antes de apresentar brevemente os trabalhos e disponiblizá-los para download gostaria de esclarecer algumas coisas. Em primeiro lugar dizer que os comentários aqui realizados não tem relação com a avaliação dos alunos. Em segundo que o foco dos trabalhos está alicerçado nos conflitos sociais na América Latina, em função de nossa discussão em cima do texto: A geografia dos conflictos sociais da América Latina e Caribe, de Tatiana Tramontani Ramos. Esse texto é uma excelente reflexão sobre a questão latinoamericana, onde a autora busca explicar a espacialidade do continente virtual, no sentido de só existir em potência, a partir da ocupação moderno-colonial e de seus reflexos nos conflitos sociais contemporâneos. Em terceiro, e por último, dizer que as complementações serão feitas pra tentar ampliar a visão sobre o país em estudo, e não, necessariamente, porque os grupos fugiram do tema. Vamos ao primeiro...












Acima a bandeira mexicana e o território com a divisão político-administrativa. Para saber mais sobre a bandeira do México clic em sua imagem acima. Com relação a divisão política administrativa do México, saiba mais clicando no mapa do território mexicano acima.
Em minha opinião a expressão que melhor define o México é: "Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos". De certa forma representando o que alguns autores definem como o "novo muro da vergonha" ou "limite norte/sul", a localização geográfica do México e suas relações econômicas com a hiperpotência mundial, os EUA, só tem trazido revezes para os mexicanos. Prejuízo esse que acentua as desigualdades que já se manifestam na própria constituição étnica e social do México. Segundo Olic (2004, p. 118): "Na parte superior da pirâmide social mexicana, estão os criollos, brancos de origem européia nascidos na América, que constituem cerca de 15% da população e detêm o poder político e econômico do país. Na base da pirâmide, estão os ameríndios, que correspondem a mais ou menos 25% do efetivo populacional. Na parte intermediária da pirâmide social, está um numeroso contingente de mestiços brancos e índios que representam aproximadamente 60% do total de mexicanos".
Com relação a Geografia Física do México pode-se dizer que
o território mexicano é formado em sua maioria (70%) de regiões montanhosas (cujas montanhas não ultrapassam os 3.000 m de altitude) e o restante por planícies. O território mexicano é formado pelas serras Baja Califórnia, Madre Ocidental, Madre Oriental, Madre del Sur e Chiapas. Também fazem parte do México o Sistema Vulcânico Transversal, a depressão de Balsas, a plataforma de Yucatán e as seguintes planícies: Costeira do Pacífico e Costeira do Golfo. O norte do país é árido e no sul há mata atlântica.
O México tem uma grande diversidade de climas, que são bastante influenciados pelo relevo e pela presença dos oceanos acima citados. Há regiões, como no estado de Chihuahua, onde ocorrem temperaturas de -20°C e, no deserto de Sonora, a temperatura pode chegar a 45°C.
Existem no México três grandes conjuntos hidrográficos, são eles: a bacia do Atlântico, a do Pacífico e as bacias (sem saída para o mar) do altiplano. O rio Bravo é o mais longo, sua extensão é de 3.034 km e é a fronteira com os EUA. O rio Usumacinta marca a divisa com a Guatemala. O México deve aos rios Sonora, Mayo, Fuerte e Yaqui, a próspera agricultura da região noroeste.
A flora mexicana é uma das mais variadas do planeta, aqui é possível encontrar pastagens, desertos, bosques de coníferas e selva tropical. 37% do território estão cobertos de plantas que sobrevivem com pouca água, 19,34% de bosques de coníferas e carvalhos e 14,14% de selva tropical. Neste país é encontrada mais da metade das espécies de cactos que existem, dos quais se destaca o pita, utilizado para fabricar bebidas (tequila e pulque), mais de 600 variedades de orquídeas e mais de 30.000 espécies de plantas.
A fauna do México também é bem diversa, lá existem mais de 1.500 espécies de mamíferos e animais que só são encontrados naquele país, tais como: o monstro de Gila, o coelho dos vulcões e o ajolote, um anfíbio também conhecido como monstro aquático. Há mais de 1.000 espécies de pássaros, dos quais se destacam a águia pescadora, garça azul, araras e mais de 50 espécies de colibris. No México também existem patos azuis (originários da ilha de Galápagos), iguanas e borboletas monarcas.

Abaixo os links para downloads do trabalho (texto, slides, vídeo, respectivamente):



Bibliografia disponível no CEFET Campos

PRADO, Maria Ligia. O populismo na America Latina: (Argentina e México) . 6. ed. São Paulo: Brasiliense, [1989?]. 80p. : il. -. (Tudo e historia ; 4).
ALIMONDA, Hector. A Revolucao Mexicana. 2.ed. Sao Paulo : Moderna,
1986. 64p.
CASANOVA, Pablo González. Exploração, colonialismo e luta pela democracia na América Latina. Prefácio de Marcos Roitman Rosenmann; tradução de Ana Carla Lacerda. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002. 318p.
CASANOVA, Pablo González. (Coord.). História política de los campesinos latinoamericanos. México: Siglo Veintiuno, 1985. 4 v.
OLIC, Nelson Bacic.
Geopolítica da América Latina. 2ed. São Paulo: Moderna, 2004. 178p.

Bibliografia sugerida para consulta

TARALLO, Pietro. México. São Paulo: Manole, 1998. 128p.
SANTIAGO, Silviano.
Viagem ao México. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. 383p.
CORTEZ, Hernan.
A conquista do México. Porto Alegre: L&PM, 2007. 226p.
MARTINS FILHO, João Roberto.
Rebelião Estudantil: 1968: México, França e Brasil. Campinas, SP: Mercado das Letras, 1996. 112p.
NUNES, Americo.
As revoluções do México. São Paulo: Perspectiva, 1999. 174p.
CAMIN, Hector Aguilar.
México: cinza e semente. Rio de Janeiro: Bei Comunicação, 2002. 163p.
ABRAMOVAY, Ricardo.
Brasil, México, África do Sul, Índia e China. Rio Claro, SP: EdUNESP, 2002. 339p.
LONGHENA, Maria.
México Antigo: História e Cultura dos Maias, Astecas e de Outros... São Paulo: Verbo, 2004. 292p.

Textos na internet

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-026X2002000100003&script=sci_arttext&tlng=pt
http://www.pec.uem.br/dcu/VII_SAU/Trabalhos/6-laudas/HILSENBECK%20FILHO,%20Alexander%20Maximilian.pdf
http://www.carlao2006.xpg.com.br/2004/marcia-c-zabotto2.pdf
http://www.geografia.fflch.usp.br/publicacoes/Geousp/Geousp14/Geousp_14_Not_encontro2.htm
http://www.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/primeirogepal/pdfs_tc/wilsonsilvasilvestreneto.pdf
http://www.amerindia.ufc.br/pdf3/iran.pdf
http://www.revistas.unifacs.br/index.php/rde/article/view/9/64
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